Problema 2: Respostas em aula

1) Até que ponto a incorporação de tecnologias digitais pode ser considerada inovação educacional? Quais critérios permitem distinguir entre o uso instrumental da tecnologia e mudanças pedagógicas mais profundas no processo de ensino e aprendizagem?


Pimentel (2023): A inovação aparece como complementar, quando melhora algo já existente, ou disruptiva, quando cria ou implementa algo diferente

Campos e Blikstein (2019): Quando rompre com o modelo tradicional da escola (transmissivo) para focar no aluno como produtor do conhecimento

Petter (2015): Inovação não é só usar recursos digitais, mas quando há impactos reais nos resultados e mudanças nas estratégias de ensino e avaliação, centrado no aluno

Marinelli (2019): Inovação educacional é definida como “um conjunto de intervenções, decisões e processos, com certo grau de intencionalidade e sistematização”, voltado a modificar “atitudes, ideias, culturas, conteúdos, modelos e práticas pedagógicas”

Kobayashi (2020): Inovação não é apenas invenção tecnológica, mas a difusão e internalização (mudança validada pelos atores) de novas práticas por parte do sujeito


Uso instrumental: repetição mecânica e a tecnologia como ferramenta

Inovação: produção ativa dos estudantes e a tecnologia como mediadora


2) Quem define se uma mudança educacional é realmente inovadora? Como as diferentes percepções de gestores, docentes e estudantes podem influenciar a avaliação de uma proposta de inovação no ensino superior?


Gestão:

Hariyanto (2025): Os gestores leem a inovação por meio da lente da agilidade estratégica. Para eles, inovar significa modernizar infraestruturas e otimizar a "perfomance" institucional para responder responder aos desafios do mercado educacional


Docentes:

Kobayashi (2020): O professor é um insubstituível agente de mudança. A inovação não pode ser importa "de cima pra baixo", ela só é real se nascer da reflexão do docente sobre sua própria prática, conferindo-lhe autonomia


Estudantes:

Pimentel (2023): Os alunos percepcionam a inovação quando a dinâmica os tira do papel de receptores passivos e os coloca como sujeitos ativos e participativos da aprendizagem


Como as diferentes percepções influenciam?

Com o entendimento das diferentes percepções de cada protagonista (gestor, docente e estudante), entendemos que para a proposta de inovação ser encaminhada no ensino superior, ela precisa ser pensada “a partir das concepções dos sujeitos envolvidos” e articulada entre eles, o que impede que gestores definam sozinhos o que é inovador (Fernando, 2023) (Petter, 2025). Isso porque, quando a proposta é imposta de cima pra baixo, ela não é validada entre os sujeitos e ocorre divergências entre os segmentos, gerando uma falsa "inovação", a qual é vista, por exemplo, na gestão, mas não na prática docente ou discente (Kobayashi, 2020).


3) Quais condições institucionais, pedagógicas e culturais precisam existir para que tecnologias digitais contribuam efetivamente para processos de inovação educacional? De que forma essas condições podem favorecer ou limitar transformações mais significativas na universidade?


Condições culturais: Abandonar cultura do ensino passivo. Hariyanto (2025) sublinha que as instituições precisam adotar uma cultura ágil que encoraje a experimentação, a criatividade e, acima de tudo, que tolere o erro ao tentarmos novas abordagens.


Condições pedagógicas: Kobayashi (2020) lembra-nos que a nossa formação contínua deve focar na relfexão crítica sobre a docência, e não apenas em tutorias de artefatos. Currículos excessivamente formatados e pressões por avaliações padronizadas contrinuam a ser as nossas maiores barreiras, segundo Petter et al. (2025)


Condições institucionais: O mapeamento de Petter et al. (2025) é claro: o apoio da gestão é vital, mas a falta de financiamento e a precarização são muros altos. E, como Kobayashi (2020) defende, precisamos de tempo. Tempo remunerado para refletir, planejar coletivamente e desenhar estratégias que realmente façam a diferença.


Essas condições podem favorecer transformações significativas quando criam sustentação real para que a tecnologia entre como mediação pedagógica, curricular e cultural da mudança; e podem limitá-las quando a universidade mantém uma lógica tecnicista, instrumental ou mercadológica. Pimentel (2023) afirma que o processo de inovação precisa ser “uma construção coletiva” e que “toda a comunidade educativa precisa estar envolvida”; além disso, Campos e Blikstein (2019) defendem uma inovação “crítica, emancipadora e transformadora”, não subordinada apenas ao mercado.




Comentários

  1. Olá Rute. Sentimos sua falta na última aula. E estou sentindo falta do seu podcast. Está acompanhando o blog da disciplina? Está realizando as leituras sobre o novo PBL? Está elaborando o seu diagrama de Ishikawa? A partir de suas leituras e construção do diagrama de Ishikawa, busque identificar que teorias podem sustentar a incorporação de tecnologias no ensino.

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