Com esse PBL, aprendi que as interfaces digitais fazem parte da formação do aluno, porque elas não são apenas o lugar onde a atividade aparece, mas também o espaço que pode favorecer ou dificultar o engajamento, a colaboração e a participação espontânea. Dependendo do design, a interface pode tanto guiar o estudante pelo percurso da atividade quanto ajudá-lo a entender qual é o seu papel naquele ambiente. Também percebi que pensar uma atividade em AVA é um trabalho de muitas mãos, porque não envolve só a ferramenta, mas o desenho pedagógico, a mediação do tutor, a forma como os colegas interagem e os caminhos que a própria interface oferece. Como discutem Rodrigues e Santos (2019), quando aproximamos a Zona de Desenvolvimento Proximal da interface, criando condições para mediação e interação multidirecional, o AVA pode se tornar um ambiente em que a relação comunicacional ajuda o aluno a avançar em direção ao seu nível potencial de aprendizagem. Ou seja, ficou claro pra mim que a tecnologia, sozinha, não garante interação; ela precisa ser pensada pedagogicamente para que o estudante não apenas responda comandos, mas participe e construa conhecimento com os outros.
Rute, sua reflexão ficou muito pertinente, especialmente quando você destaca que a interface não é apenas o “lugar” onde a atividade acontece, mas parte do próprio processo formativo. Essa ideia se aproxima de Pimentel (2013), quando o autor diferencia interatividade técnica de interação entre sujeitos mediada pelo computador. Nesse sentido, sua análise reforça um ponto central do PBL: a tecnologia só ganha sentido pedagógico quando favorece mediação, colaboração e avanço na aprendizagem, e não apenas respostas isoladas a comandos da plataforma.
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